domingo, 10 de agosto de 2008

O HOMEM E SUA ARTE



"Este texto foi desenvolvido para o “Fórum de Discussões” do Projeto Indinia (Inclusão digital e cidadania) realizado pela prefeitura de Rio Claro, Unesp e UDAM. Com o tema: "Violência e Adolescência. "".

Já nas florestas da primitiva terra a violência se confundia com a manutenção da vida e a perpetuação da espécie. Antes mesmo dos ancestrais do homem descerem das copas das árvores e caminharem com suas pernas pelos longos, desconhecidos e assustadores campos, a violência, a competição, a sensação de que sobreviver era a única forma de viver estava presente e inerente à vida. Ate nos seres menores e microscópicos a competição se sobrepõe à cooperação, como exemplo podemos citar os virus que parasitam as celulas para sobrviver. A anomalia, o antinatural está na não-violência, afinal de contas, quantos Jesus, Ghandis e outros poucos avatares do “bem” fizeram parte da historia? Com certeza são poucos e ainda assim são resultado de circunstâncias, nas quais, algumas das partes do conflito estavam para serem extintas e ameaçadas. Basta dar uma leve esquadrinhada na historia para perceber que a linha do tempo, seja ela qual for, está traçada a ferro, sangue, guerras e conflitos que descrevem sua trajetória. Então como comentar sobre a violência na adolescência, se a humanidade como um todo ainda não amadureceu nesse sentido? Se a historia ainda é demarcada pelos conflitos e quedas de impérios? Se as nações ainda guerreiam entre si e essas com o terrorismo? Como debater tal assunto se as brincadeiras de crianças, hoje, são esses conflitos simulados em computadores? Se a estrutura etária do mundo está contra eles e sua inserção no mercado de trabalho? Se a educação de qualidade fica restrita a aquários objetivos que demarcam uma segregação sócio-espacial? Portanto como resolver tal embaraço se as violências perpetuadas hoje são mais sutis e covardes que outrora? Não há apenas as que são realizadas com mísseis teleguiados e seu alto poder de destruição, mas há também as de ordem econômica e social. Violências tão mortais e aterradoras quanto aquelas que usam as forças bélicas e físicas. Refletir sobre a questão da violência na adolescencia começa antes de tudo na resolução da violência da adolescente humanidade.

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